segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Amélie em: Encontrar o ex-namorado e ele pedir pra tirar o biquini na praia não é uma boa.

Na primeira meia hora ele ainda era divertido. Com seu humor bobo. Não é aquilo que possa chamar de humor inteligente, mas também não é de todo mal. Depois de meia hora o assunto se esvaiu. Passei a perguntar coisas da vida, daquelas que se perguntam à parentes. Fomos dar uma volta. Eu, para ver se desentediava. Sou muito feliz comigo, posso achar tudo maravilhoso sozinha. Mas ele disse que se sente um saco. Alguém assim não pode ser muito divertido mesmo.
A verdadeira mentalidade moldada pelo sistema.
- Estais assistindo ao Big Brother?
Amélie - Eu não!
Pausa
Amélie - Queria te mostrar umas músicas.
- O que eu quero eu ouço no rádio.
- Vamos ver um filme?
- Aluguei um e nem assisti.
- Qual?
- Narnia.
- Queres ler isto que eu escrevi?
- Humm, não consigo me concentrar...
- Estais lendo alguma coisa.
- Não. lembra que quando a gente namorava tu me deste um romance gay pra ler?
- ?
- O Uivo.
- Ah, era poesia.
- Como que tu querias ficar comigo se me desse um romance gay pra ler?
- Peguei na biblioteca. - enruga a testa.
Começa a pensar sozinha de novo:
Perdi a vontade de dar os " beijos kilométricos".
Na rua ele era um escândalo. Morria de vergonha. Falei para ficar quieto. Perdeu os trocados do refrigerante. Comprei. Parecia que eu era sua mãe, tinha que estar cuidando o tempo todo.
Aquilo foi me consumindo. E eu abafando o sentimento angustiante. Nadar era uma maneira de esquecer tudo isso.
- Espera um pouco, meu biquini está caindo!- se abaixa na água e ajeita.
- Não sabes nadar?
- Sei. Até já participei de campeonato. Só não ganhei. - tenta nadar um pouco e pára para ajeitar o biquini.
- Tira!- vindo pra cima.
- Não quero. Todos váo ver.- afasta.
- Faz topless - pra cima de novo.
- Não!!!- histérica. Começa a nadar para trás.
- Mas eu quero. - se afasta um pouco, tira a bermuda e começa a girá-la na mão.
Amélie finge que sente indiferença para não incintá-lo. Ele enrola a bermuda em forma de uma bola e diz ao mesmo tempo que joga para Amélie:
- Cú voador!
Ela começa a rir e joga de volta dizendo:
- Tem que jogar assim- joga com uma mão só.
Tomara que não mexa com as pessoas... pensava. Ela sai da água e ele vem atrás tentando aparecer o tempo todo.

Nisso desvia a cena para o horizonte e Amélie aparece na cozinha, falando com a amiga:
"Não aguentava mais aquele humor sem graça que se tornou. Me dava tapas nas pernas como se agradasse. Desviava fingindo que era só para pegar gelo pro steinhäger.
Ele perguntou do que eu gostava de fazer. Respondi na lata: Passear!
Ele não gostava de nada. E só conhece música de baixaria.
Chegamos na minha casa e pus a água para o café. Em cinco minutos minha mãe chegou. Ele disse que ia embora e era para eu ir junto. Eu falei que preciso de um banho. Ele disse para eu não gritar que não é meu empregado.[sic] Eu disse que não poderia ir. Ele falou que me esperava até o ônibus vir. Falei que tudo bem.
Ele saiu do portão e nem olhei para trás. Entrei dentro de casa e olhei o relógio. 18:20, não o aguentava por três horas. Comi e fui dormir. "


PS. Ainda vou fazer a análise histórica do Um Bonde Chamado Desejo.

Um comentário:

André Procópio disse...

oi alezita na escolinha!!

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