segunda-feira, 27 de abril de 2009

De madrugada, depois do vinho e dos desenhos.

Ai mãe, como essa borracha apaga bem
esse desenho errado que eu fiz
É a melhor borracha que usei
Apaga tudo que não esqueci
Como essa borracha me faz esquecer tudo...
Como essa borracha me alimenta o coração
apaga o que dói
Como essa borracha me alimenta
Fica tudo branquinho
nem um borrão fica
nem o resto da massinha
Ai mãe, como tu me complica
Já disse que não dá
Isso vai ter que acabar
Eu sou assim
Desenho, apago e escrevo novamente
Isso é alto
não é libertinagem.
A borracha apaga bem.

Um comentário:

AUTOFICÇÃO disse...

Gostei muito desse texto Ale... ei preciso dessa borracha!!! porque tenho um problema de memória: eu não esqueço!!! E, preciso esquecer...

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